Benefícios: A vitamina B5 age no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência.
Além disso, ela também desempenha um papel importante na formação da bainha de mielina, que fica em torno das fibras nervosas e permite mensagens entre os nervos, dentre as vitaminas do complexo B a mais importante para o sistema nervoso é a vitamina B12.
Este nutriente também auxilia na produção de hormônios da glândula suprarrenal e ajuda o fígado a detoxificar o álcool.
Problemas causados pela falta: A deficiência de vitamina B5 pode causar fadiga, formigamento nas mãos e pés, dores musculares, irritabilidade, depressão, distúrbios de sono, retardo de crescimento, queda de cabelo, envelhecimento precoce, artrite, alergias e estresse.
Fontes: As principais fontes de vitamina B5 são ovos, leite, carnes (visceras), leguminosas, como ervilhas e feijão, cogumelos e gérmen de trigo.
Em 1933, descobriu-se uma substância essencial para
o crescimento de leveduras, que foi denominada de ácido
pantotênico, por estar presente em uma variedade de tecidos, pois em grego, a palavra panthos significa “em todos
os lugares”.
O ácido pantotênico é composto pelo ácido pantóico
ligado a uma subunidade beta-alanina, por ligação peptídica. O ácido pantotênico é um componente da coenzima A
(CoA), assumindo um papel central nas reações de liberação de energia a partir dos carboidratos. Quando o ácido
pantotênico liga-se a um grupo beta-mercaptoetilamina,
torna-se panteteína. A fosfopanteteína faz ligação covalente
a várias proteínas, particularmente aquelas envolvidas no
metabolismo dos ácidos graxos, estando envolvida na síntese
de compostos como os hormônios esteroides, o colesterol
e os fosfolipídios.
A coenzima A dos alimentos é hidrolisada no lúmen
intestinal, liberando o ácido pantotênico. A absorção intestinal ocorre por transporte ativo dependente do sódio, mas
também por difusão simples, numa razão constante por todo
o intestino delgado. No sangue, o ácido pantotênico absorvido liga-se aos eritrócitos. A captação do ácido pantotênico
plasmático pela maioria dos tecidos (coração, músculo e
fígado) ocorre por mecanismo ativo dependente de sódio;
a sua passagem para o sistema nervoso central ocorre por
difusão facilitada. Nas células, a CoA é sintetizada do ácido
pantotênico, a partir da enzima pantotenato quinase. Por sua
vez, o catabolismo da CoA leva à formação do pantotenato,
excretado na urina. Há boa correlação da excreção urinária
com os níveis de ingestão alimentar do ácido pantotênico.
O ácido pantotênico dos alimentos ocorre principalmente como CoA. É amplamente distribuído em todos os
alimentos, especialmente em carnes de vaca e frango, batata,
aveia e outros cereais integrais, tomate, fígado e vísceras,
fermento, gema de ovo e brócolis. O processo de cocção
destrói 15% a 50% do ácido pantotênico das carnes e 37% a
78% da vitamina presente nos vegetais.
Portadores de insuficiência renal submetidos ao trata-mento dialítico constituem-se em grupo de risco, assim como
os indivíduos alcoolistas. Pessoas idosas e mulheres que usam
contraceptivos orais podem apresentar baixos níveis séricos
de ácido pantotênico. O diabetes melito induz aumento da
excreção urinária, e síndromes disabsortivas podem cursar
com graus variados de deficiência.